Câncer de Mama, uma ameaça

 

O Câncer de mama é a segunda causa de morte de mulheres no Brasil, ficando atrás apenas das doenças cardíacas. Estima-se que, todos os anos, morram cerca de 10 mulheres em conseqüência da doença no país. A detecção tardia e a chamada metástase (transmissão de células cancerosas para um órgão próximo) são os principais agravantes da doença.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, 60% dos casos são identificados em estágios avançados, com tumores com mais de 5 cm de diâmetro. Nessa situação, a mastectomia (retirada do seio) é inevitável. Em tumores iniciais, com menos de 2 cm, pode ser feita uma cirurgia chamada quadrantectomia, que retira somente os nódulos.

“O diagnóstico precoce é o mais importante. E a própria mulher tem uma função muito relevante nesse processo. Aproximadamente 90% dos casos são notados primeiro pelas próprias pacientes”, afirma a mastologista Ana Lucia Moraes Ferrotti.

Periodicamente, a mulher, a partir dos 20 anos de idade, deve fazer o auto-exame das mamas, dez dias após a menstruação. Visitas freqüentes ao ginecologista ou mastologista também são importantes.

“Os cuidados devem ser intensificados após os 35 anos. As mulheres, além de se preocuparem com a saúde das mamas, devem estar atentas aos exames ginecológicos, que previnem, entre outras doenças, o câncer de colo de útero”, explica Ana Lucia.

As causas do câncer de mama ainda não são totalmente conhecidas pela ciência. No entanto, sabe-se que o risco de ter a doença aumenta em mulheres fumantes e que ingerem bebida alcoólica. Alterações hormonais, menopausa tardia (após os 50 anos) e a primeira gravidez, após os 30 anos também são apontados como fatores de risco. Além disso, há uma propensão genética. “Mulheres com casos de câncer na família, devem intensificar os cuidados”, frisa Ana Lucia.

Se, durante o auto-exame, a mulher notar nódulo (caroço) nos seios ou, então, tiver alguma secreção espontânea no mamilo ou retração da pele da mama, deve procurar um médico. Nesses casos, é necessário fazer uma mamografia, que faz um diagnóstico mais preciso. Nas mulheres com mais de 35 anos, o ideal é fazer o exame a cada dois anos. Em caso de histórico familiar da doença, a recomendação é que as mulheres façam mamografias a partir dos 20 anos.

Texto retirado do NOTICIA EM TRÂNSITO – ANO 3 – Nº 36